Linkedin: Oportunidades em tempo de crise!

O que quero destacar com este post é a importância da Internet e do Linkedin. Agora (especialmente agora!) que só se fala de pagar, cortes, crise, recessão, desemprego, taxas de juros, que ninguém vai conseguir trabalho e que o somos uns coitadinhos, etc. No que toca a procura de ofertas de trabalho é ser-se pro-activo e não ficar parado. É possível que mesmo parados as oportunidades apareçam (como vão ler mais a baixo) mas é preciso investir minimamente e usar os canais certos. Resolvi escrever sobre o Linkedin porque me tem surpreendido nos últimos tempos.

Já tenho conta no Linkedin há algum tempo e embora nunca me tenha dedicado muito a conhecer todas as funcionalidades da coisa, associei-o à minha conta do twitter, fui actualizando o meu profile com a situação profissional e recentemente modifiquei o meu profile com alguma informação actual. No total não devo ter perdido mais do que 2/3h com o Linkedin.


No entanto e sem nunca ter feito nada de mais, vai na volta sou contactado com propostas de trabalho. No espaço de um ano já recebi 8 convites via Linkedin. E só para esclarecer, tratam se de convites feitos pelas empresas ou por quem faz o recrutamento e que envolvem fazer as normais entrevistas de recrutamento/selecção. Todos os convites que recebi foram para a área de informática o que prova que o sistema de pesquisa funciona. Dos convites que recebi, uns não tinham grande interesse mas havia outros bem interessantes. Foi o caso da passada semana em que recebi um convite para a Spotify. Dos convites via Linkedin, este foi talvez o mais sério e ego-enchente. A equipa de recrutamento deu-se ao trabalho de descobrir o número de telefone da Universidade de Évora e ligar para lá para falar directamente cmg.

Só para reforçar, se estão a pensar algo do tipo “em Portugal ninguém recruta pelo Linkedin” digo-vos que metade dos convites que recebi eram de empresas nacionais.

Isto em tempo de crise é uma grande mais valia e diria que é obrigatório para quem está a começar a trabalhar e ainda não achou o trabalho de sonho. Parecem existir muitas oportunidades pelo mundo do Linkedin e melhor ainda, algumas ainda vem ter connosco sem fazermos nada.

Agora para os informáticos, notei que as empresas dão valor e consideram importante os projectos open source em que nos envolvemos e querem inclusive ver os nossos commits e código. Para os que ainda estão a estudar fica aqui a dica, aproveitem o tempo livre para participar em projectos open source. Aproveitem para se candidatarem a programas como o Google Summer of Code ou o Sapo Summerbits. Podem fazer a diferença um dia mais tarde quando forem para o mercado de trabalho.

Voltando ao Linkedin e por causa do profile, fiz algumas pesquisas e encontrei um artigo (15 Erros básicos a evitar no Linkedin para quem procura emprego) que me deu a conhecer o site LinkedPortugal que parece ter alguma informação util sobre o Linkedin (apesar de ser muito comercial) e como ajustar/melhorar o profile. Deve haver mais, é só perguntar ao google.

Fica por isso a dica para quem anda distraído… além do Facebook, criem uma conta no Linkedin!

Declarei austeridade ao mestrado!

Pois é, declarei austeridade ao mestrado e acabei com ele! Vá… quase! :)
Só já me falta a tese, a parte lectiva está finalmente acabada!

Inicialmente pensei que ia ser tranquilo. Até foi mas pelo facto de, ao contrario da maioria dos “coleguinhas” (não é uma critica, cada um sabe de si), já estar a trabalhar a tempo inteiro, passar o dia ao computador e ter que passar ainda mais horas ao computador torna-se muito saturante. A esta fartura acresce o interesse (ou não interesse) em algumas cadeiras obrigatórias, das quais destaco Gestão de Projectos que não serve para rigorosamente nada e têm uma docente completamente desenquadrada com a realidade informática e muito má pedagoga. Outro ponto mais negativo para mim é o facto do mestrado não ter horário pós-laboral que fez com que eu não fosse a quase nenhuma aula.

O balanço da parte lectiva é claramente positivo. Faltam saber três notas para poder determinar a média com que estou mas é >= 16 (consoante as notas que tiver, acabo esta fase com 16 ou 17).

O que fiz no mestrado até agora? Fica a lista em baixo.

Inteligência Artificial Aplicada – Redes de bayes

Sistemas Computacionais de Apoio à Decisão – Robocode, Java.

Tópicos Avançados de Bases de Dados – Desenvolvimento de uma ferramenta que efectua testes de qualidade aos dados presentes em base de dados. Python.

Tópicos Avançados de Sistemas Distribuidos – Trabalho de investigação, E3D: Kerrighed vs Sun Grid Engine. Mais uma vez, expresso o meu agradecimento ao CGE, por ter disponibilizado o seu cluster para podermos correr todos os testes e fazer as experiências necessárias para o trabalho. O trabalho encontra-se online aqui: http://romulo.cge.uevora.pt/training.php

Interfaces Pessoa/Máquina – Cadeira onde criei mais o Carlos Limpinho o DroidSeries (DroidSeries is a TV shows browser and tracker application for Android). Java/Android.

Tópicos Avançados de Compilação – Criação de um compilador com optimizações. Prolog.

Seminários – Escrevi um artigo em inglês a que chamei Packet Filtering – The first line of defense, sobre packet filtering.

Gestão de Projectos – Cadeira mais inútil que tive no mestrado. A Docente nunca percebeu o que é um projecto informaticamente falando. Na minha opinião um projecto é sempre um projecto, seja em que área for. No entanto em informática a gestão de um projecto é ligeiramente diferente da gestão de um projecto de construção civil ou agricula. A nocção de matéria prima é muito diferente, etc, etc. Esta cadeira tinha tudo para ser verdadeiramente interessante mas acabou por ser estupidamente inútil e desviou-se completamente do que devia ser. Devia ser dada por um informático e acho que é um exemplo de um tacho criado para o excesso de professores de outros departamentos… mas isso é outra discussão.

Computação Ubíqua – Fiz um trabalho teorico (monografia + apresentação) sobre Bluetooth e um trabalho pratico a que chamei GnomeDroid. O trabalho pratico consiste numa app para android e linux/gnome. A ideia é gerir um dispositivo android a partir de um ambiente linux/gnome via bluetooth. Neste momento chamaria-lhe mais um proof of concept que outra coisa mas já permite a visualização dos contactos, visualização das sms, notificação (alertas) de sms recebidas e enviar sms através do pc. Encontra-se em desenvolvimento para posterior lançamento ao público quando estiver minimamente estável. Aos interessados em contribuir para o desenvolvimento da app, entrem em contacto cmg. Java/Android + Python/GTK.

Recuperação de Informação em Bases de Texto – Trabalho teórico relacionado com métodos de recuperação de informação. Fiz sobre o tema “O modelo booleano e suas extensões”. No trabalho prático implementei um motor de busca que indexa ficheiros de texto e permite a pesquisa sobre a colecção indexada (modelo vectorial implementado). Python/GTK.

Sistemas de Informação Distribuídos / Integração de Sistemas – Três dissertações sobre os temas “Integração de Sistemas de Informação” e “Integração Intra­organização”. Um trabalho prático relacionado com bases de dados distribuídas e replicação. Java/RMI.

Tive a creditação de 6 ECTS e não tive que fazer Engenharia de Software, que no ano que me inscrevi acabou por ser uma desagradável surpresa e ser Programação por Restrições em vez de Engenharia de Software.

No final desta etapa tenho o sentimento de dever cumprido, perdi longas horas a fazer os trabalhos e apliquei-me em alguns casos mais do que era necessário. A onda do mestrado é outra e aqui sim senti que acabei por ser eu à procura do conhecimento e os professores mais orientadores que “explicadores”.

Agora vou aproveitar mais uma semana para descansar do mestrado para depois começar a trabalhar na tese. Espero conseguir criar aqui um changelog para poderem ir acompanhando ou terem ideia do que é fazer uma tese de mestrado.